

Na abordagem a novos mercados e oportunidades, as empresas que aplicam marketing estratégico fazem boa prática de estudos de mercado e análise de tendências, visando antecipar as necessidades e o comportamento dos consumidores, ou das empresas potenciais clientes.
Ao investirem nesses processos as empresas procuram desenvolver uma proposta de valor diferenciada, o que implica melhor posicionarem a sua marca, definirem uma oferta de produtos/serviços com maior valor percecionado, e, melhorarem a experiência disponibilizada em toda a jornada, com o propósito de gerarem satisfação nos clientes.
Neste contexto, pensemos agora em duas questões:
Estes dois fenómenos, nas últimas décadas, serão os que mais impactaram os mercados mundiais e, consequentemente, os que maiores mudanças induziram nos comportamentos de consumidores e empresas.
Fazendo a analogia com as travessias de oceanos poderei afirmar que, nos dias de hoje, os riscos são democráticos, e, afetam nações e classes sociais sem respeitar fronteiras de nenhum tipo. Então, no oceano de descontinuidades, incertezas e disrupção que carateriza o presente, o que faz a diferença na liderança dos negócios e na forma como as empresas reagem para sustentarem a rentabilidade e, quando possível, ganharem vantagens competitivas?
Perante contextos tão dinâmicos como os que vivemos nos últimos anos, ganham vantagens competitivas as empresas que, de forma mais rápida e eficaz, conseguem adaptar-se às mudanças e incertezas do mercado, gerindo riscos, e, apresentando soluções que permitam satisfazer as novas necessidades dos clientes e diferenciarem-se da concorrência. Ou seja, é através da capacidade duma organização ler e até antecipar as mudanças que ocorram, e, rapidamente, adaptar o seu sistema ao novo ambiente, com respostas inovadoras e criativas, que se geram benefícios e que a diferença se concretiza.
À semelhança dos processos adotados nas tecnológicas, a agilidade das empresas no marketing evidencia-se:
As empresas que, mediante cultura, processos e ferramentas, conseguem pôr estes princípios em prática, têm na agilidade e no tempo de resposta aos mercados fatores distintivos para o lucro.
Neste mundo mais centrado no cliente, lideram as organizações cujas estratégias combinam a tecnologia com o fator humano, que enfrentam o imponderável comportamento dos consumidores, interpretando os dados em tempo útil e que vincam agilidade na experiência por rotas antes não navegadas, nas quais o marketing se afirma na gestão de fluxos, qual farol de crescimento e geração de valor.
João Filipe Torneiro Consultor, Gestor de Negócios e Conferencista https://www.linkedin.com/in/joaofilipetorneiro/